segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lindo!!

Nessa nossa relação nos comportamos como Pequeno Príncipe e Raposa. Você o tempo inteiro declarando querer ser amigo meu, eu lhe explicando que era necessário cativar primeiro. Você, curioso como o pequenino, questionou todo meu mundo. Eu lhe impus regras, arisca como tal bicho esperto, lhe contei dos ritos imprescindíveis para a dita “cativação” e te olhando desconfiada e com certo receio fiz minhas as palavras da amiga raposa: “se queres um amigo, cativa-me”.
Mas nós, como todo plágio, não adquirimos o encanto da originalidade. Você, diferente do principezinho, esqueceu-se de avisar que depois de certo tempo eu teria que me contentar apenas com os campos de trigo e com a sua doce lembrança; não sei se por descuido ou por falha proposital, não me esclareceu que era do mundo, que partiria a qualquer momento. Eu, não possuindo esperteza semelhante a da raposa, me esqueci de me lembrar que quando se deixa cativar correm-se riscos, inclusive o risco de chorar.
E agora estamos assim: você vagando por aí em busca de respostas que eu talvez pudesse lhe dar. E eu, desarmada, pagando as consequências de quem se deixa cativar, tendo sempre em mente que melhor do que ter sido raposa, teria ter sido sua rosa.


Desconheço  o autor.

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