sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DOR DE AMOR Quando o coração dói de verdade

Dor de amor existe. O coração dói, o corpo dói e as sensações são as piores possíveis. Amar demais e perder esse amor, dói. De verdade. Quem assistiu à cena de Escrito nas Estrelas em que Ricardo termina o namoro com Jane sabe o que estou falando. Quem não assistiu, deixarei ao final o link para que ela seja vista. Vale a pena. Aliás, a atriz Gisele Fróes foi perfeita. Uma cena densa, de sofrimento. Uma cena para poucas atrizes. E ela conseguiu passar toda a dor de sua personagem no tom certo. Jane, sua personagem, é médica; uma mulher bonita, contemporânea, independente, mas completamente apaixonada por Ricardo, que não a ama. Aliás, Ricardo nunca a amou. Viveram uma relação de carinho, respeito e companheirismo, mas sem amor da parte dele. Neste capítulo Ricardo termina com Jane.

A personagem admite que o tempo todo tentava se enganar. Quando ele falava em companheirismo, relacionamento maduro e tranquilo, não significava necessariamente amor. Ela queria que ele a amasse, dissesse que era apaixonado por ela, mas isso nunca aconteceu. Isso nunca aconteceria. Ricardo diz, simplesmente, que sentia muito. Jane, então, tem um surto. Altera-se, grita e diz que quem sente muito é ela. Chorando muito, alterada, ela grita que sofre de dor, porque dói, o corpo dói, a dor é física. Fala que quer bater nele e que o detesta porque ele não a ama. E manda Ricardo embora.

Em Passione, finalmente Totó se desvencilha de Chiara, apesar de amá-la. Sua irmã, Gemma, diz não entender o porquê de ele ainda amar a moça apesar de tudo. E ele simplesmente diz que ama e pronto, e bate no peito como se o coração doesse por amor.

Conversei com amigos próximos e chegamos à conclusão que todos já sentimos dores de amor. Dor no corpo e, principalmente, dor no coração. Pois é. Coração dói de amor. Fui pesquisar se isso é possível e para minha surpresa há o que a ciência chama de Síndrome do Coração Partido. O neurologista Antoine Bechara, da Universidade de Iowa (EUA) que participou em junho do Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, no Rio Grande do Sul disse que há dor de amor.

Segundo o neurologista, é mais fácil esquecer um amor quando a pessoa “desaparece”; muda de endereço, telefone e não dá mais notícias. Ou morre. Por isso, quem realmente quer deixar de pensar em alguém, precisa evitar o contato ou, como ensinam os psiquiatras, devem “viver o luto da relação”.

Torço para que Jane e Totó, assim como muitas outras pessoas, ouçam os conselhos de Chico Buarque: “Devolva o Neruda que você nunca leu e livre-se das sombras do amor que acabou” e partam para outra. Para o Dr. Bechara, o tempo pode amenizar essa dor, mas o tempo é o principal remédio. Sugiro aos autores de Escrito nas Estrelas ePassione, e a todos que talvez estejam com dor de amor, uma única e mágica solução: encontrar um novo amor. Que venham novos amores!

P.S.: Como ensinou o poeta Carlos Drummond de Andrade: “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

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