sábado, 27 de novembro de 2010

Na vida sempre tem as coisas que nem o tempo apaga, que cabe a pessoa superar ou não, ficam para sempre em nosso pensamento. São lembranças, são cenas de momentos... É como se tivesse deixado a alma tatuada!

Tem lembranças boas, lembranças ruins, que nem o tempo consegue apagar!

Hoje construo o meu presente, com as coisas boas que vivi e com as coisas que me foram uteis no passado para hoje me tornar uma pessoa melhor.

"Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes,oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo!"

Grey´s Anatomy

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amor Verdadeiro

Por: Carol Waldeck

Um relacionamento é formado por duas pessoas que vieram de famílias, educação, culturas diferentes. Se dentro da própria casa é difícil termos duas pessoas parecidas, imagine fora dela. Ao conhecer alguém buscamos nossas similaridades, as características parecidas, os gostos em comum. É importante termos ideologias, crenças e valores parecidos.


Você encontra essa pessoa, acha que é sua cara metade e vai viver feliz para sempre. Grande engano. Com o passar do tempo, as diferenças de temperamento e personalidade de acentuam. Se seu(sua) parceiro(a) for realmente seu grande amor, existem maneiras de se manterem juntos.

É raro encontrar o amor verdadeiro. Mais difícil é manter esse amor. Por isso, quando passar na sua cabeça desistir de tudo, se concentre nos fatores que fizeram vocês estarem juntos: objetivos em comum, química, sonhos de vida, ambições. Isso fará a relação mais forte.

Se você tiver certeza sobre seu sentimento, não desista. Leia as dicas desse artigo e veja o que seria capaz de fazer para junto com seu(sua) parceiro(a) construir uma relação forte e cada vez mais saudável baseada no amor verdadeiro.

Seja paciente: não desista do seu amor, mesmo que o caminho seja difícil. Às vezes passamos por momentos especiais na vida e precisamos ser pacientes com o outro. Se você realmente se importa você precisa mostrar essa característica de paciência e carinho. Entenda quando seu(sua) parceiro(a) precisa de você, mais do que você dele(a).

Comunique-se: uma conversa madura sobre as diferenças e problemas é a chave para resolver tudo. Explicar o que consegue mudar, até onde aceita a maneira de ser do outro etc. Conversando você será capaz de resolver problemas e crescer junto com ele(a), o que fará o relacionamento de vocês ainda mais forte.

Compreenda: é impossível duas pessoas concordarem em tudo, mas é muito fácil ponderar o ponto de vista do outro e enxergar alguma razão naquela maneira de agir e pensar. Entender as diferenças ajuda a se colocar no lugar do outro em um momento de briga ou fragilidade.

Saiba a hora de ceder: esforce-se para fazer com que o relacionamento funcione entre vocês. Aprenda quando deve ser a sua vez de ceder. Não prolongue discussões sem fundamento. Entenda e respeite o outro. Mostre que você percebe quando sua(seu) parceira(o) está mais frágil e pode exagerar em algo.

Cuide: quando fazemos de tudo para cuidar de alguém, acabamos desenvolvendo sentimentos muito fortes pela pessoa, e esses sentimentos vão permanecer porque o que você construiu é muito mais do que apenas sentimentos.

ATENÇÃO

  • Se você achar que perdeu certos sentimentos por seu(sua) parceiro(a), continue amando-o(a) e esses sentimentos voltarão para dar suporte ao amor verdadeiro.

  • Mesmo apaixonado(a), você pode ter a sensação de ter encontrado outra pessoa que chamou sua atenção. Não se sinta culpado(a). Essa situação é um bom teste. Deixe esses sentimentos virem e irem, afinal sentimentos não são a base real do relacionamento. Perceba que o que tem e construiu com a pessoa que ama é algo que não passa fácil assim.Você pode até encontrar características que te agradem em outra pessoa, mas é apenas lixo comparado com o relacionamento no qual você trabalhou tanto.

  • O amor é uma via de mão dupla. Mesmo seguindo os passos acima pode ser que as coisas não funcionem muito bem, e saiba que não é sua culpa. Seu(sua) parceiro(a) tem que se esforçar tanto quanto você nesse relacionamento.
Independente do desfecho, sempre se sai fortalecido de um relacionamento amoroso intenso
"Ah... o amor, " este fogo que arde sem se ver" (CAMÕES) realmente nos deixa cegos pela intensidade da luz que dele parte e atinge plenamente nossos corações e 'derrete' nosso cérebro.

Viver um amor com intensidade exige isso mesmo, que não se pense, mas viva-se com a intensidade e profundidade da nossa alma até a mais íntima parte de nós mesmos.

Não importa o futuro, o passado nem se lembra, viva o presente e se deixe consumir à exaustão pela felicidade do compartilhar.

Se tudo acabar em trevas, não desanime, pois logo haverá nova luz, novo fogo e, mais uma vez, conseguiremos seguir adiante, fortalecidos simplesmente por termos vivido um grande amor!


Pressa ao iniciar uma relação amorosa pode provocar o seu fim

"A pressa faz com que pulemos etapas, nos atropela antes que tenhamos tempo de sonhar com alguém a quem poderíamos amar. E sem o sonho, se vai o desejo, e se vai o gancho inicial que permitiria a união de duas pessoas. A pressa nos leva a encontros desprovidos de alma, nos lança a trocas meramente físicas que não têm força suficiente para criar laços mais profundos" Hoje em dia temos pressa para tudo. Se antes um contrato levava dez ou vinte dias para chegar ao outro lado do mundo, ser assinado e devolvido; hoje chega num toque do teclado do seu micro. Se antes uma refeição levava horas para ser preparada, hoje basta colocar uma embalagem no micro-ondas e, alguns segundos depois, a comida está lá fumegante no seu prato.
É fato, basta observar: os relacionamentos vêm seguindo o mesmo caminho. Não se vê mais o jogo de conquista, a sedução inteligente, a corte, como se dizia antigamente. Hoje tudo é instantâneo.

A pressa em obter a posse do outro, com sua anuência, acaba tendo efeitos que a maioria das pessoas não percebe. Por incrível que pareça, tal ânsia é como a assinatura da sentença de morte do possível relacionamento.

- Morreu, antes mesmo de ter a chance de nascer.

Ora, para que um relacionamento se estabeleça é necessário que exista desejo pelo outro, não apenas o desejo carnal, mas o desejo de estar mais próximo daquela pessoa, não só no mundo corporal objetivo, mas também na subjetividade do seu ser.

Idealizar é necessário

Aos que anseiam por um relacionamento cabe pensar que desejamos aquilo que não temos. É no vazio do “não ter” que nasce a semente ardente do desejo; é no vazio que se sonha com o que poderia vir a ser. Assim, é necessário que exista um espaço em branco no qual possamos derramar a nossa ideia do ser amado. Estou aqui falando da idealização, dessa fase de “imaginar” o outro, algo que necessariamente precisa acontecer para que suportemos dar início a um relacionamento. Ora, se eu não “acreditar” - nem que na fantasia de quem ainda não conhece o outro o suficiente para de fato “saber” - se eu não acreditar que aquela pessoa possa ser bacana, me fazer bem, compartilhar sonhos comigo... como darei a ela chance de se aproximar de mim?

“Desidealizar” também é necessário...

Tudo a seu tempo!

É claro que, depois de cumprida a tarefa de permitir a aproximação inicial entre duas pessoas, a idealização precisará ser contestada, faz parte de nosso amadurecimento. Mais para frente no relacionamento, precisaremos exercitar uma visão mais realista e perceber que aquela pessoa não é exatamente o que sonhamos, precisaremos perceber quem de fato é aquele ser, por baixo das coisas que projetamos nele. E exercitar a nossa tolerância e a nossa capacidade de aceitar aquela pessoa como ela realmente é.

Mas sem essa idealização inicial, nada acontece, aceitemos isso ou não.

E para que esse primeiro passo com relação ao outro aconteça, é preciso espaço, o espaço em branco que nos permite projetar nossos sonhos e anseios amorosos. O espaço que temos quando não estamos ao lado da pessoa. O espaço que temos enquanto nos perguntamos se o outro irá ou não ligar, se irá ou não vir em nossa direção. O espaço que temos enquanto nos perguntamos se um dia aquela pessoa irá nos beijar e deitamos no sofá tentando imaginar como será o toque daquelas mãos, ou tentamos nos lembrar do som da sua voz. Esse espaço vazio no qual derramamos nosso desejo, delicioso espaço no qual sonhamos e idealizamos o ser amado.

A pressa, no entanto, nos rouba esse espaço. A pressa faz com que pulemos etapas, nos atropela antes que tenhamos tempo de sonhar com alguém a quem poderíamos amar. E sem o sonho, se vai o desejo, e se vai o gancho inicial que permitiria a união de duas pessoas. A pressa nos leva a encontros desprovidos de alma, nos lança a trocas meramente físicas que não têm força suficiente para criar laços mais profundos.

Na pressa vivemos tudo de forma tão crua que se torna impossível estabelecer vínculos, tudo se torna rapidamente descartável e sem sabor. Na pressa e na ânsia de ter alguém a nosso lado, selamos nosso destino solitário. Ou seja, na pressa, sem perceber, criamos desamor.

Assim, se puder, tente acalmar sua ansiedade, caminhe com mais tranquilidade e firmeza na direção do que quer. Não perca seu ritmo interno e não permita jamais que outra pessoa faça você caminhar numa velocidade que não seja também a sua.

Fecho o texto com uma letra que fala sobre idealização e 'desidealização'

A cruz e a espada
(Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)


Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim

E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim (repete 2x)

E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu não conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim....o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim

I Wiil Be

There's nothing I could say to you
Nothing I could ever do to make you see
What you mean to me
All the pain the tears I cried
Still you never said goodbye
And now I know, how far you'd go

I know I let you down
But it's not like that now
This time I'll never let you go

I will be all that you want
And get myself together
'Cause you keep me from fallin' apart
All my life
I'll be with you forever
To get you through the day
And make everything okay

I thought that I had everything
I didn't know what life could bring
But now I see, honestly
You're the one thing I've got right
The only one I let inside
Now I can breathe 'cause you're here with me

And if I let you down
I'd turn it all around
'Cause I would never let you go

I will be all that you want
And get myself together
'Cause you keep me from fallin' apart
All my life
I'll be with you forever
To get you through the day
And make everything okay

'Cause without you
I can't sleep
I'm not gonna ever ever let you leave
You're all I got
You're all I want
Yeah, yeah
And without you
I don't know what I'd do
I could never ever live a day without you here
With me, do you see? You're all I need...

And I will be all that you want
And get myself together
'Cause you keep me from fallin' apart
All my life
I'll be with you forever
To get you through the day
And make everything okay

Eu Serei

Não há nada que eu poderia dizer para você
Nada que eu poderia fazer para você ver
O que você significa para mim
Toda a dor, as lágrimas que eu chorei
Ainda assim você nunca disse adeus
E agora eu sei, o quão longe você iria

Eu sei que te decepcionei
Mas não vai ser assim agora
Desta vez eu nunca vou deixar você ir

Eu serei tudo que você quer
E me recompor
Porque você não me deixa cair aos pedaços
Toda a minha vida
Eu estarei com você para sempre
Para te levar durante os dias
E fazer tudo ficar bem

Eu pensei que tinha tudo
Eu não sabia o que a vida poderia trazer
Mas agora eu vejo, sinceramente
Você é a única coisa que eu tenho direito
O único que eu guardo dentro de mim
Agora eu posso respirar, porque você está aqui comigo

E se eu te decepcionar
Eu voltaria tudo
Porque eu nunca deixarei você ir

Eu serei tudo que você quer
E me recompor
Porque você não me deixa cair aos pedaços
Toda a minha vida
Eu estarei com você para sempre
Para te levar durante os dias
E fazer tudo ficar bem

Porque sem você
Eu não consigo dormir
Eu não vou nunca jamais deixar você
Você é tudo que eu tenho
Você é tudo que eu quero
Yeah, yeah
E sem você
Eu não sei o que eu faria
Eu nunca poderia viver sequer um dia sem você aqui
Comigo, você vê? Você é tudo que eu preciso ...

Eu serei tudo que você quer
E me recompor
Porque você não me deixa cair aos pedaços
Toda a minha vida
Eu estarei com você para sempre
Para te levar durante os dias
E fazer tudo ficar bem

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Tristeza da Partida – Volte para mim

A porta da frente se abriu e Tonks entrou, dirigindo-se à sala de visitas, onde seu pai lia uma revista sentado no sofá.

_ Boa noite, pai. - cumprimentou-o Tonks, dando-lhe um beijo e sentando no outro sofá.

_ Boa noite, querida. Problema? – o senhor notou a preocupação no rosto da filha.

_ Muitos. O ministério está uma confusão. Todos com muito medo, ninguém confia em mais ninguém . – a mulher suspirou – Acho que, inclusive, estou sendo monitorada. Sem falar que meus pés estão me matando... Olha como estão inchados! – Tonks, que estava descalça, esticou os pés para o pai ver. Nisso, sua mãe entrou na sala, trazendo três copos de suco de maracujá em uma bandeja.

_ Sabe o que é isso? Gravidez.

_ Mas, mãe, só tenho um mês de gestação...

_ Sim, filha, mas quando estamos grávidas, nosso organismo muda rápido.

_ O organismo e o corpo... Mãe, pai, eu engordo a cada dia... Olha o meu quadril – Tonks se levantou passando as mãos pelo quadril – e os meus seios estão enormes também – e colocou as mãos nos seios.

_ Dora, isso é normal.

_ É normal, mas não quero ficar feia... Meu marido não vai mais nem olhar para mim, pai.

_ Deixa de ser boba. Senta aí e toma seu suco. Você precisa se alimentar bem. – Andrômeda entregou o suco à filha que obedeceu a mãe. Levou o copo à boca e deu um gole. Depois, atirou a cabeça para trás, fechando os olhos.

_ Por falar no meu marido, ele já chegou?

_ Sim. Está lá em cima – respondeu o sr. Tonks – E me parece que não está muito bem, não: cara de poucos amigos, preocupado.

_ Acho que você deveria parar de trabalhar, filha.

_ Ai, de novo esse assunto, mãe!

_ É perigoso, querida. O Ministério está sob o comando de Você-Sabe-Quem... Você é membro da Ordem da Fênix... E se te pegarem? Você está grávida!

_ Mãe, relaxa. Vou ficar bem e seu neto também, dona Andrômeda. – e deu um sorriso para os pais.

_ Não adianta, Andie. Ela é tão teimosa quanto você.

_ Olha só quem fala: o homem mais "cabeça-dura" que já conheci.

_ Mas bem que você gosta desse "cabeça-dura" aqui que eu sei.

_ Não gosto. Eu o amo.

_ Também te amo, Andie. – e retribuiu o selinho que sua mulher o havia dado. Tonks observava a tudo com um sorriso no rosto. Era ótimo ver que seus pais ainda se amavam muito, apesar do tempo e das dificuldades do dia-a-dia. A mulher levantou ainda admirando a demonstração de carinho dos pais.

_ É melhor eu subir, tomar meu banho, ver meu marido... Sabe, não estou afim de ver meus pais se agarrando. – e, fazendo uma cara como se estivesse com nojo, subiu as escadas que davam para o primeiro andar da casa e entrou na porta à esquerda. Lupin estava deitado na cama com um braço no rosto [tampando os olhos] e o outro em cima da barriga, usando um short largo, sem camisa. Tonks se aproximou dele, sentou na beirada da cama e, levemente, mexeu em seus cabelos castanhos. Ela adorava esses cabelos: lisos, num castanho quase louro e com alguns fios brancos, caindo nos olhos. Na verdade, Tonks adorava cada pedacinho daquele homem. Os braços e o tórax eram levemente definidos e, em ambos, havia alguns arranhões e cicatrizes, resultado de anos de tranformações dolorosas. Havia uma em especial no tórax, grande e um pouco profunda, que Tonks adora, se sentia atraída por ela. Olhando para o marido adormecido, ela passou levemente sua mão por essa cicatriz.

Ele é tão lindo. Eu o amo tanto, pensava, enquanto o via dormir. Passado um tempo assim, Tonks se virou e levantou para ir tomar banho, mas foi impedida por uma que agarrou seu pulso e ela virou o rosto para confirmar quem a estava impedindo.

_ Desculpa, não queria acordá-lo. – disse a mulher com um sorriso no rosto.

_ Não acordou. Só estava cochilando. – Tonks sentou novamente na beira da cama e deu um selinho em Lupin.

_ Você está bem? Como foi seu dia? – perguntou ainda sorrindo.

_ Estou bem. E, apesar de toda essa campanha contra o Harry que Voldemort está fazendo, ainda há muita gente disposta a lutar por ele. E você, como foi lá no Ministério?

_ Aquilo lá está um horror e estou sendo monitorada.

_ Eles sabem que você pertence à Ordem.

_ Com certeza sabem.

_ E também sabem que está casada com um lobisomem membro da Ordem. – ela fingiu não ouvir.

_ O assunto da vez é que a Umbridge foi nomeada Chefe do Departamento de Registro dos Nascidos-Trouxas – o lobisomem olhou perplexo para a esposa e sentou na cama de modo que suas costas ficaram apoiadas na cabeceira de madeira escura – Sabe o que isso significa, não é?

_ Muitos inocentes irão, no mínimo, parar em Azkaban, incluindo crianças.

_ Nem tive coragem de contar para os meus pais... – a metamorfomaga abaixou os olhos.

_ Vai ficar tudo bem.

Remo colocou sua mão sobre a de sua mulher que estava apoiada no colchão. Aos poucos, ele foi subindo até chegar ao rosto dela, fazendo-a fechar os olhos. Era difícil resisti àquela mulher. Então, Lupin se aproximou e começou a beijá-la lentamente, enquanto suas mãos se moviam para a nuca de Tonks. Aquela boca era tão macia... E a pele tão lisa e perfumada.

O beijo foi ficando mais profundo, mas continuava lento. Remo queria aproveitar cada segundo... Dora também não tinha pressa. O homem puxou a mulher para si e deslizou as mãos para suas costas, por baixo da blusa preta de Tonks. Esta, por sua vez, tinha seus dedos entre os cabelos castanhos de Lupin.

Depois de um tempo [nenhuma dos dois saberia dizer quantos minutos se passaram], Tonks passou uma perna por cima do corpo de Remo, sentando em seu colo. O maroto tirou a blusa, deixando a mostra, o sutiã de Tonks. Fazia um contraste lindo: o negro do sutiã junto com a pele branca dele estavam o deixando mais louco ainda. De uma só vez, Remo deitou Dora na cama e ficou por cima dela, passando a beijar seu pescoço. Enquanto se apoiava no braço direito e alternava beijos e leves mordidas no pescoço e na orelha, a mão esquerda ia da cintura até a coxa: bem devagar, ele abriu o botão de jeans de Tonks, depois o zíper e, com habilidade, livrou a mulher da peça, deixando-a somente de lingerie. A jovem de cabelos coloridos [neste momento com sua cor natural – preto] também tirou a bermuda do marido, revelando uma cueca Box branca e todo o seu desejo.

A interação do casal era imensa. Um sabia o que o outro queria sem precisar falar; conheciam cada parte do corpo, cada lugar onde o outro mais sentia prazer. Remo queria proporcionar o máximo de prazer para a mulher que tanto amava. Beijava seus seios, já livres da proteção da lingerie e fez um caminho pela barriga, chegando ao ventre. Tonks, instintivamente, levantou as pernas, flexionando os joelhos e os afastou, como se pedisse para o lobisomem continuar. E ele obedeceu: beijava e sugava, subindo e descendo... A mulher segurava a cabeça do marido, fazendo pressão contra seu sexo quente e úmido e tinha a respiração tão acelerada que podia-se ouvir até um leve gemido. Quando Lupin percebeu que ela estava chegando ao ápice, ele parou e recomeçou a subir, detendo-se por alguns minutos nos seios dela e alcançando a boca com um beijo cheio de paixão e desejo.

_ Eu te amo. – sussurrou no ouvido da metamorfomaga que apertou ainda mais as nádegas do homem.

Em questão de segundos, o único pano que ainda restava em Remo, ou seja, a cueca, foi tirado e jogado longe da cama. Sem desgrudarem os lábios, o lobisomem foi se encaixando na mulher. Ora os movimentos eram lentos, ora eram rápidos. Ora Tonks mordia o lóbulo da orelha do companheiro, ora lhe arranhava as costas, arrancando alguns suspiros dele.

A sintonia era tanta que os dois chegaram juntos ao desfecho como se tivessem combinado. Cansado, Lupin permaneceu sobre Tonks com a cabeça apoiada em seus seios, sentindo seu corpo suado e sua respiração voltar ao normal. Por sua vez, ela brincava com o cabelo molhado de suor dele, afastando a franja de testa e beijando.

_ Nossa, querido, o que em você? Há tempos que não transávamos assim. – Remo a olhou: ela tinha uns olhos lindos, um castanho escuro maravilhoso.

_ Há tempos que não fazíamos amor. – a corrigiu e deu mais um longo selinho nela – Quero que voe saiba o quanto eu te amo, o quanto você é importante para mim. Por favor, nunca se esqueça disso nem duvide. – seu tom de voz era sério e firme.

_ Está acontecendo algo? – o homem balançou a cabeça negativamente. Não poderia falar agora; não logo após ter feito amor com a mulher da sua vida – Sabe, é como se fosse acontecer alguma coisa. Como se fosse uma despedida.

_ Acho melhor tomar banho. Daqui a pouco sua mãe vem chamar para jantar.

Tonks ficou olhando para o marido até que ele saiu de cima dela.

_ Você não vem também? – perguntou, já de pé enrolada num lençol.

_ Vai indo na frente, vou daqui a pouco. – deu um beijo na mão esticada dela, forçando um sorriso.

A mulher se encaminhou para o banheiro, encostando a porta ao passar e, no instante seguinte, Lupin começou a chorar. Não queria ter que tomar essa decisão, mas era preciso, era o certo a se fazer [pelo menos para ele]. O homem chorava feito uma criança; Tonks, que observava a cena pela fresta da porta, começou a chorar. Ela sabia o significado daquele choro... O significado daqueles momentos de amor que acabara de viver. Realmente era uma despedida.

A bruxa foi em direção ao marido, sentou na cama e o abraçou, os dois chorando muito.

_ Não me deixe, Remo. Não me deixe. Por favor.

_ Desculpa – ele não olhou nos olhos dela. Do contrário, perderia as forças. Afastando Tonks, levantou-se, vestiu sua cueca e uma calça comprida que apanhou no armário – Não dá mais. O mundo está em guerra e, nó, aqui, vivendo uma fantasia – tentava colocar o máximo de indiferença na voz, mas as lágrimas não ajudavam.

_ Fantasia? – ela também se levantara e o via arrumar algumas roupas na mala. – Que idéia é essa? Por que não dá mais, Remo?

_ Nós nunca deveríamos ter nos envolvido.

_ Ah, por Deus, é de novo aquela história de ser velho, pobre e perigoso demais para mim. – o bruxo fechara sua mala e, pela primeira vez, olhou para queles olhos tão lindos e hipnotizantes.

_ Você não entende!

_ Não mesmo – a voz começava a se alterar, agora que o choro estava controlado.

_ Eu sou um lobisomem...

_ Sério? Não sabia. – disse Tonks ironicamente.

_ ...um monstro que vive à margem da sociedade. Todos me viram as costas, se afastam de mim, falam coisas que ninguém gostaria de ouvir e eu acabei tranformando você num paria também. A sociedade vai te julgar.

_ Que me julgue! Eu não estou nem aí para a opinião dos outros. Sempre soube que você era um lobisomem e nunca me importei. Me casei sabendo das consequências.

_ Você corre riscos. A Belatriz quer matá-la e isso só porque você se casou comigo. E essa criança agora...

_ Essa criança é seu filho, Remo.

_ Sim e eu o condenei a uma vida terrível. Se ele não nascer com licantropia, o que será um milagre, terá que carregar a vergonha de ter um monstro como pai.

_ Vergonha? Quem poderia sentir vergonha de você?

_ Tenho que ir... para seu próprio bem.

_ Realmente vai abandonar o nosso filho? – Lupin limpou o rosto manchado pelas lágrimas, Tonks conseguira controlar o nervosismo e, agora, falava baixo – Nunca pensei que você fosse capaz disso. Vai embora. – ela deu as costas para ele.

_ Eu só queria que soubesse que eu te amo muito.

_ Claro! – a ironia pontuou novamente a frase.

_ Tonks...

Ela se virou, muito mais nervosa do que antes, seus cabelos vermelhos:

_ Vai embora! Sai daqui, sai da minha vida. Nunca mais chegue perto de mim ou do MEU filho.

_ Tonks...

_ Sai! Sai, Lupin! – e foi expulsando ele do quarto e fechou a porta na cara dela. Tonks não agüentou segurar mais as lágrimas: encostou na porta, escorregando para o chão. Remo também começou a chorar [novamente].

_ Por que tem que ser assim? Por que?

O homem se acalmou, limpou o rosto e desceu as escadas.

_ Que mala é essa? – só após ouvir a voz do sr. Tonks que Lupin percebeu que a sala não estava vazia. Tudo o que ele não queria no momento é ter que explicar seus motivos de estar abandonando sua mulher grávida, principalmente para os pais dela. Respirou fundo e começou:

_ Estou indo embora. É mais seguro para vocês.

_ Está de brincadeira, não é? – Andrômeda perguntou perplexa.

_ Não – e se encaminhou para a porta da frente.

_ Você é um covarde. – Remo parou e continuou ouvindo o discurso do sogro, ou melhor, ex-sogro – Você vai abandonar minha filha quando ela mais precisa. Só faça um favor para gente: não pise mais aqui, esqueça que um filho seu nascerá daqui há alguns meses. – balançando positivamente a cabeça, o licantropo saiu para a escuridão londrina. O casal Tonks foi até o quarto da filha onde a encontraram deitada na cama, de robe.

_ Filha...

I always needed time on my own

Eu sempre precisei de um tempo sozinha

Tonks deitou no colo da mãe [seus pais mexiam em seus cabelos] e começou a chorar.

I never thought I'd, need you there when I cried

Nunca pensei que precisaria de você quando chorei

Lupin entrou no seu apartamento, sentou no sofá e grossas lágrimas desceram pelo seu rosto.

And the days feel like years when I'm alone

E os dias parecem anos quando estou sozinha

Ela não conseguiria ficar sem ele.

And the bed where you lie is made up on your side

E a cama onde você deita está arrumada do seu lado

Ele não suportaria viver sem ela.

When you walk away I count the steps that you take

Do you see how much I need you right now

Quando você se vai, eu conto seus passos

Entende agora o quanto preciso de você?

"Como ele pode ir embora daquele jeito? E por um motivo tão idiota. Ainda disse que me amava. Tá legal! Se ele me ama, o Snape é bonzinho. Cara de pau!"

"Era o certo a se fazer. Era o certo a se fazer. Tenho que esquecê-la e ela também tem que esquecer tudo o que aconteceu entre nós. Tudo."

When you're gone the pieces of my heart are missing you

Quando você vai embora, os pedaços do meu coração sentem a sua falta

A mulher rolava de um lado para o outro na cama, sem conseguir dormir. Quando conseguia cochilar, tinha pesadelos...

When you're gone the face I came to know is missing too

Quando você se vai, o rosto que eu conhecia está perdido também

...Pesadelos onde sua mulher era morta e seu filho, um lobisomem.

When you're gone the words I need to hear to always get me through the day

And make it ok

Quando você se vai, as palavras que eu preciso ouvir sempre ao longo do dia

E fazê-lo ficar bom

_ Remo...

I miss you

Eu sinto sua falta

_ Dora...

I've never felt this way before

Eu nunca me senti assim antes

Os dias se passaram rapidamente. A guerra ficava cada dia mais terrível [se é que era possível piorar]. Já dava para perceber uma leve barriguinha em Tonks. A mulher se olhava no espelho, alisando a barriga e uma lágrima escorreu de seu olho direito ao pensar no marido.

Everything that I do, reminds me of you

Tudo o que eu faço, me lembra você

Lupin estava cansado, afinal o trabalho o estava consumindo. Recrutar novos membros para a Ordem era complexo e cansativo. Mas ela não saia de sua cabeça, muito menos do seu coração [e nem iria sair]. Tudo que via ou fazia, lembrava da mulher da sua vida e também do seu filho. "Já deve dar para perceber a barriga."

And the clothes you left, they lie on the floor

E as roupas que você deixou estão espalhadas pelo chão

Ele não voltou para buscar as roupas restantes e isso não ajudava Tonks a esquecê-lo. Todo dia quando chegava do Ministério ou de alguma missão da Ordem, a metamorfomaga pegava uma blusa dele e ficava cheirando [uma maneira de diminuir a saudade]. Era inevitável não deixar algumas lágrimas caírem.

And they smell just like you, I love the things that you do

E elas cheiram exatamente como você, eu amo as coisas que você faz

O lobisomem olhou para a aliança em seu dedo. Nem reparara que ainda a usava. Com muita dificuldade [não porque estava apertada e não saia, mas porque ele não queria tirá-la] foi tirando do anelar esquerdo e lembrou do dia que se casaram: tudo simples, super íntimo, mas perfeito.

When you walk away I count the steps that you take

Do you see how much I need you right now

Quando você se vai, eu conto seus passos

Entende agora o quanto preciso de você?

Depois de um tempo afastados, esta seria a primeira vez que a veria na reunião da Ordem da Fênix. "Como ela deve estar?"

"Como ele estará?"

O coração de Lupin estava apertado e feliz ao mesmo tempo. Chegara até mais cedo na Toca, mas a reunião já havia começado e ela estava atrasada. Ou será que não iria?

Ouviu-se um "click" no quintal e Remo se pôs de pé involuntária e imediatamente, fazendo com que Arthur parasse de falar e todos o olhassem espantados: tinha certeza de que era ela.

_ Boa noi...

When you're gone the pieces of my heart are missing you

Quando você vai embora, os pedaços do meu coração sentem a sua falta

O coração dele disparou e um sorriso surgiu em seus lábios. Se prestasse atenção dava para ouvir as batidas à quilômetros de distância.

When you're gone the face I came to know is missing too

Quando você se vai, o rosto que eu conhecia está perdido também

Não conseguiu completar a frase: sabia que o seu amor estaria lá. Mas não esperava ser recebia de pé por ele, muito menos esperava aquele sorriso lindo. Sua garganta começou a ficar seca.

Todos na mesa olhavam de um para o outro.

When you're gone the words I need to hear

Quando você se vai, as palavras que eu preciso ouvir

Suas pernas tremiam tanto que pensou que fosse cair.

to always get me through the day

sempre ao longo do dia

Não podia chorar agora. Não na frente dele.

And make it ok

E fazê-lo ficar bom

Não conseguia parar de olhá-la: era ela linda. Mas, infelizmente, estava muito longe dele. Ao pensar nisso, seu sorriso sumiu e uma lágrima caiu de seu olho.

I miss you

Eu sinto sua falta

"Se está chorando, então por que não acaba com essa palhaçada e volta para mim? Sinto tanta saudade...", lágrimas teimosas caíram.

"Queria te abraçar, te beijar e dizer que tudo ficará bem. Mas não posso. Que saudade!"

_ Desculpem atrapalhar, mas Voldemort está solto e precisamos fazer algo para detê-lo. – disse Arthur Weasley em tom de brincadeira. Todos que estavam na mesa, sorriram.

Os dois acabaram se sentando [longe um do outro, claro] e a reunião prosseguiu. Mas as trocas de olhares era inevitável.

"Ela está mais linda ainda grávida", pensava o homem.

We were made for a each other

Nós fomos feitos um para o outro

Tonks chegou em casa, pegou seu álbum de casamento e começou a olhar ver as fotos. Os dois faziam um casal perfeito.

Out here forever

Aqui e para sempre

As pessoas diziam que o que ele estava fazendo era errado. Todos diziam que eles deveriam ficar juntos, ainda mais agora com a vinda de uma criança.

I know we were

Yeah yeah

Estou certa de que fomos

Yeah Yeah

"Por que ele não entende que o amo e não me importo com o que pode acontecer?"

All I ever wanted was for you to know

Everything I do I give my heart and soul

I can hardly breathe I need to feel you here with me

Tudo que sempre quis foi que você soubesse

Que tudo que faço, me entrego de corpo e alma

Eu mal consigo respirar, preciso te sentir ao meu lado

Até o Harry havia o chamado de covarde por querer abandonar a mulher e o filho. "Ele tem razão. Todos têm razão. Eu a amo e nunca vou conseguir tirá-la do meu coração. O que eu tinha na cabeça quando fui embora?"

Lupin pegou sua carteira, sua aliança [que estava guardada numa gaveta], trancou o apartamento e aparatou.

When you're gone the pieces of my heart are missing you

Quando você vai embora, os pedaços do meu coração sentem a sua falta

Tonks estava na cozinha preparando algo para comer. Seus pais já estavam dormindo.

When you're gone the face I came to know is missing too

Quando você se vai, o rosto que eu conhecia está perdido também

Remo Lupin estava muito nervoso. Seu corpo tremia todo. Estava parecendo um adolescente que precisa pedir a mão da namorada para o pai dela.

When you're gone the words I need to hear

Quando você se vai, as palavras que eu preciso ouvir

Dora houve a campainha tocar.

"Quem será a essa hora da noite?", e sai para atender. Estava com os pensamentos tão distantes [mais precisamente num certo lobisomem] que até esqueceu que estavam em guerra e poderia ser algum Comensal e nem pegou sua varinha.

to always get me through the day

And make it ok

sempre ao longo do dia

E fazê-lo ficar bom

A porta finalmente se abriu.

Lupin estava parado em frente à porta de entrada, com uma caixa, que parecia ser de bombons, em uma mão e um buquê de rosas vermelhas na outra. E, claro, um olhar apaixonado.

Tonks [que levara um susto com a surpresa] sabia o que aquela cena significava. Deu um sorriso imenso no mesmo instante que lágrimas escorriam de seus olhos castanhos.

O homem deu um sorriso de lado [o sorriso maroto que ela adorava], mostrando toda a felicidade que estava sentindo naquele momento. E chorou com ela.

I miss you

Eu sinto sua falta

When You're Gone

I always needed time on my own
I never thought I'd, need you there when I cried
And the days feel like years when I'm alone
And the bed where you lie is made up on your side

When you walk away I count the steps that you take
Do you see how much I need you right now

When you're gone the pieces of my heart are missing you
When you're gone the face I came to know is missing too
When you're gone the words I need to hear
to always get me through the day
And make it ok
I miss you

I've never felt this way before
Everything that I do, reminds me of you
And the clothes you left, they lie on the floor
And they smell just like you, I love the things that you do

When you walk away I count the steps that you take
Do you see how much I need you right now

When you're gone the pieces of my heart are missing you
When you're gone the face I came to know is missing too
When you're gone the words I need to hear
to always get me through the day
And make it ok
I miss you

we were made for each other
out here forever
I know we were
Yeah yeah

All I ever wanted was for you to know
Everything I do I give my heart and soul
I can hardly breathe I need to feel you here with me

When you're gone the pieces of my heart are missing you
When you're gone the face I came to know is missing too
When you're gone the the words I need to hear
will always get me through the day
And make it ok
I miss you

Quando Você Parte

Eu sempre precisei de um tempo a mim mesma
Eu nunca imaginei que precisaria de você quando eu choro
E os dias viram anos quando eu estou sozinha
E a cama onde você deitava, está arrumada ao seu lado

Quando você se vai, eu conto seus passos
Entende agora o quanto preciso de você?

Quando você vai embora, os pedaços de meu coração sentem saudades de você
Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também
Quando você parte, as palavras que preciso ouvir
Para sempre me fazer superar o dia
E fazê-lo ficar bom
Eu sinto saudades

Eu nunca tinha me sentido assim antes
Tudo que eu faço me lembra você
E as roupas que você largou estão espalhadas pelo chão
E elas cheiram igual a você, eu amo as coisas que você faz

Quando você se vai, eu conto seus passos
Entende agora o quanto preciso de você?

Quando você parte, os pedaços de meu coração sentem saudades de você
Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também
Quando você parte, as palavras que preciso ouvir
Pra sempre me fazer superar o dia
E fazê-lo ficar bom
Eu sinto saudades

Fomos feitos um para o outro
aqui e para sempre
Estou certa de que fomos
Yeah yeah

Tudo que eu sempre quis foi que você soubesse
Que tudo que faço me entrego de corpo e alma
Eu mal consigo respirar, eu preciso te sentir ao meu lado

Quando você parte, os pedaços do meu coração sentem saudades de você
Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também
Quando você parte, as palavras que preciso ouvir
Pra sempre me fazer superar o dia
E fazê-lo ficar bom
Eu sinto saudades

Amo vc .....pensa em tudo...

I miss you

Eu sinto sua falta

End :(

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Como se eu nunca tivesse existido.

“Será como se eu nuca tivesse existido!” As palavras ecoavam em minha mina mente rondando em aspirais enquanto eu avançava floresta a dentro. Espasmos de dor e repulsa eram constantemente jogados em meu sistema, enquanto eu lutava contra a dor e sofrimento que começava a se alojar em mim. Era um dor muito forte. Nenhum humano suportaria. Eu não era um humano. Eu nunca mais seria por mais que eu desejasse.

Senti a raiva começar a tomar conta de mim. Uma raiva destruidora que não fazia sentido. Uma raiva contra o mundo, contra o destino, contra meu passado. Uma raiva; sobre tudo; de mim mesmo. Uma raiva pelo que eu era. Uma raiva não pelo asqueroso monstro que eu era, mas pelo mais maldito e fraco ser humano com o qual eu me parecia agora sem mesmo ser um. Raiva por ter que fugir. Raiva por ter que quebrar minha vida, voltando a rotina agora sem sentido, sem gosto, sem tom ou timbre... Sem Bella.

Como regra geral (pelo menos para mim), correr sempre fazia minha mente voar. Sempre me fazia ser melhor do que eu estava. Era como se todas as minhas preocupações, minhas dores, sedes e anseios ficavam para trás não conseguindo me acompanhar, mas aquela dor não ia embora. Senti minhas mascaras caírem no caminho deixando minha face de dor livre. Eu poderia chorar nesse momento, mas em mim não havia liquido para fazer isso. Vampiros eram seres “feitos” para guardarem seus sentimentos para si mesmo. Nós somos feitos para sermos fortes, para não chorar.

Meus passos diminuíram até que eu não corria mais. Os ventos sussurravam nos meus ouvidos, mas eu não me permiti seguir na linha da realidade. Deixei-me cair, mas alguma arvore me impediu de colidir com o chão. Nunca em 100 anos meu coração paralisado pareceu tão vazio. Tão sem batimento. Nunca ele pareceu tão vivo, mas mesmo assim tão morto. Tão vivo pela dor, mas tão morto pela inexistência. Eu sabia que não aditava eu passar a eternidade correndo. Bella nunca ficaria para trás como meus problemas e medos. Ela não era algo que pudesse se separar de mim. Ela já se tornara uma peça inseparável de mim. Uma parte grande o suficiente que agora eu renegava para mim mesmo.

O que eu estava fazendo? O que eu estava rejeitando? Perguntas que brotavam em minha mente sem que eu tivesse a sequer oportunidade de bloqueá-las. O que eu estava fazendo era me mandando para o inferno. Eu simplesmente estava trilhando minha própria estrada para o inferno. Jogando fora todas as possibilidades de ser feliz. Jogando fora todas as esperanças, todos os sonhos de futuro que eu sabia que seriam impossíveis. Jogando onde quer que seja tantas promessas, tantos desejos, tantos sacrifícios. Jogando fora minha vida. Eu estava rejeitando minha vida.

“Bem as coisas mudam.” Um golpe. A dor parecia correr pelas minhas veias secas, como um liquido. Eu nunca havia experimentado um dor tão real como aquela. Como ela podia ter acreditado tão facilmente em minhas blasfêmias? Como ela poderia ter se esquecido tão facilmente das juras de amor eterno que somente ela seria digna de receber de minha parte. Nunca eu desejei tanto ser um péssimo mentiroso assim como ela. Eu não sabia, na verdade eu não esperava que ela pudesse aceitar as coisas assim. Meu desejo inconsciente e inconseqüente era que ela lutasse. Que ela me pedisse, que ela me xingasse por estar fazendo aquilo com ela. Eu queria que ela me impedisse de fazer aquilo com ela. Mas como sempre ela me surpreendeu.

Eu deveria ser masoquista para fazer isso. Eu sempre soube que magoar Bella significava para mim a minha própria condenação. Eu sempre soube que magoá-la era a mesma coisa que me ferir, e agora o que eu estava fazendo? Muitas vezes jurei que nunca mais iria machucá-la, e agora era isso mesmo que eu estava fazendo. Era isso mesmo que eu estava causando à ela e conseqüente a mim. Agora eu estava dando meu veredicto. Agora eu estava conjurando para mim mesmo a solidão me assombrava por durante 100 anos. Eu estava querendo morrer.

A morte! A solução de todos os problemas, mas ela não podia chegar para mim. Ninguém gosta da morte. Ninguém gosta de pensar nela, mas ela era a libertação do desespero, da dor, da solidão. Todo mundo a imagina como um ser cavernoso, que ronda o mundo com sua foice a cear vidas humanas, mas eles não entendem o significado por detrás de todo esse ritual, de todo esse ciclo da vida. Ah Romeu, eu sei que agora nunca mais irei te criticar. Quantas vezes achei que aquilo que tu fazias era algo a mais do que a verdade, mas agora eu conseguia imaginar teu lado. Agora eu conseguia por fim entender seu desespero por Julieta. Eu também nunca viveria sem Bella, a única diferença que você tinha seu escape. A morte.

“Se é isso que você quer....” Não!! Não era isso que eu queria. Não era essa a decisão que eu queria mas a certa a ser escolhida. Quanto tempo mais conseguiria me controlar? Quanto tempo mais eu saberia que conseguiria manter ela viva? Quantas vezes mais eu teria que deter outros vampiros, meus próprios familiares para eles não atacarem Bella? Ou ainda pior, quem estaria por perto para me deter se EU tentasse a atacar? Não, não, NÃO!! Ela agora estaria segura. Ela agora estaria mais feliz. Não demoraria muito tempo e ela acharia alguém que a fizesse feliz sem ter que se preocupar em matá-la a cada segundo. Nem se fosse Mike Newton. Eu odiei esse pensamento. Eu sabia que odiaria qualquer que fosse o humano que a teria nos braços pelo resto de sua vida. Eu sabia que haveria sempre o desejo de esmagar sua cabeça com as minhas próprias mãos, e beber cada gota de seu sangue até que ele estivesse no chão completamente sem vida, mas eu não podia. Eu não podia ter esse tipo de desejos em qualquer parte de minha mente. Eu sabia que nunca seria humano novamente para poder acariciar sua pele cheirosa, macia e quente. Eu sabia que nunca poderia ser o humano que estaria ao seu lado para secar sua lágrimas quando essas rolassem pela sua face. Eu não teria mais a chance de ser o homem que estaria ao seu lado para lutar com ela contra tudo e todos, contra todos os medos, contra todos os perigos. Eu nunca mais seria humano.

Não fora o medo de Jasper a atacar que impulsionara minha decisão. Eu sabia muito bem que ele nunca faria isso. Eu sabia que ele estava arrependido profundamente pelo ocorrido. Eu entendi o seu lado de toda essa história, mas não fora exatamente isso. Fora principalmente por que naquela hora eu consegui ver uma outra dimensão. Uma dimensão que nem Alice conseguia penetrar. Foi em jasper que eu me vi. Na hora fora em Jasper que eu me via encarnado, sedento pelo sangue dela, não conseguindo pensar em mais nada a não ser em como seu sangue era doce, em como seria ele descendo pela minha garganta. Naquela hora eu me vi num lugar onde ninguém estava por perto para me deter. Eu nuca me perdoaria se isso acontecesse. Eu nuca me perdoaria pela eternidade se algo acontecesse a ela, se eu fizesse algo a ela.

Eu sentia meu corpo se partindo em dois enquanto a dor era tão palpável. As imagens que a um ano atrás Alice havia visto voltaram a tomar conta de minha mente, enquanto eu me recusava a pensar nela. Bella ali, em meus braços, branca, sem vida. Seu coração sem bater e sem suas bochechas ficarem coradas. O silencio de seu coração pregando minha culpa, enquanto em meus olhos a prova de minha perdição.

“ Isso é por causa da minha alma, não é? Carlisle me falou sobre isso, e eu não ligo, Edward. Eu não ligo! Você pode ficar com minha alma. Eu não quero ela sem você, ela já é sua!” Levei as mãos na cabeça tentando; quem sabe talvez; arrancar as palavras de Bella que girava em minha mente num redundância sem fim. Como ela podia brincar com algo tão sério. Como ela poderia querer entregar sua alma para um monstro? Como ela poderia não ligar em perder sua alma, somente para ficar comigo? Para viver a eternidade como um monstro? Não eu não faria isso com ela. Não imporia ela a essa maldição. Por mais que ela quisesse, eu não faria uma pessoa tão boa ser amaldiçoada como eu fui. Era uma dor insuportável pensar nela com aquele corpo exuberante, presa eternamente no corpo de pedra, frio.

Quanto tempo eu não lutei contra isso? Quanto tempo eu tentava expulsar a visão de Alice, quando ela a viu como uma de nós. Eram lutas constantes, contra mim mesmo, contra aquilo que eu era, contra o monstro que habitava em mim. Eram lutas que eu não gostava de imaginar seu produto. Mas por quanto tempo mais eu conseguiria prender este monstro? Eu nunca odiei Carlisle por me transformar no que sou, mesmo por que se ele não tivesse feito, eu não teria a oportunidade de conhecer Bella. Eu havia esperado por ela uma década, e toda a minha existência já bastava pelos breves momentos que tive com ela. Na verdade eu odiava a mim mesmo por ser este monstro e não uma pessoa boa como meu pai.

“Como se eu nunca tivesse existido!” De tantas promessas quebradas essa era uma que eu naquele momento queria quebrar. Um desejo intenso de que eu precisava dela. Ela era o sol que iluminava minhas eternas noites. Ela era a estrela que me guiava quando eu estava perdido, quando tudo parecia perder o sentido. Eu sabia que não existia longe dela. Eu nuca poderia existir sem sentir o cheiro dela. Eu somente não sabia mais como existir longe dela.

Voltei a correr, dessa vez para a casa dela. Não demoraria para Charlie voltar, e eu não sabia se ela já havia voltado. O que eu faria se ela estivesse lá? Eu não sabia, mas era mais provável que me rastejasse aos seus pés pedido perdão. Perdão pelas mentiras, pela dor que causei a ela, mas quando cheguei ninguém estava lá.

Escalei rapidamente até o quarto dela. O cheiro no quarto me colocou num estupor. Eu derramaria lágrimas de sangue se fosse possível, ou até poderia dizer que minha alma gritou de dor naquele momento se possuísse alguma. Aquilo estava me quebrando e eu sabia disso.

Fui até o radio e tirei o Cd que havia grado para ela. “Como se nunca tivesse existido!” Eu devia isso a ela. Eu devia que ela não precisava se lembrar de mim depois do que havia feito a ela hoje. Eu deveria entender se ela não quisesse mais olhara para mim depois daquele momento. Eu entenderia e aceitaria esse fardo perfeitamente pois eu sabia que ela estaria em todo o seu direito. “Como se eu nunca tivesse existido!” As palavras rasgaram-me mais uma vez por dentro. Uma nota solitária se esparramou por mim enquanto eu juntava as passagens de avião e as fotos que ela havia colocado álbum.

O celular no bolso vibrou. Eu não precisava olhar o visor para saber quem era então fiz questão de rejeitar a chamada e desligar o celular. Eu queria gritar contra tudo, contra todos naquele momento. Queria perguntar as Irmãs do Destino por que eu? Por que eu fora escolhido para carregar esse fardo, para sofrer aquela dor que palpitava em meus pensamentos, no meu corpo.

“Como se eu nuca tivesse existido!” Será que era realmente isso que eu queria. Um sentimento de egoísmo me inundou naquele instante. Eu poderia arrancar a pagina de forma que pareceria que eu realmente nunca tivesse existido, mas eu queria ter esperança que ela se lembraria de mim algum dia, quando ela superasse isso. Ela era forte. Ela sempre me impressionava com sua bravura. Não seria tão difícil assim para ela. Como eu disse antes, mentes humanas são fáceis de bloquear partes ruim.

Eu não arranquei a pagina, e não tive coragem de levar os presentes comigo. Eles eram delas. Talvez essa fosse uma boa desculpa, mas não passavam disso. Uma desculpa muito esfarrapada para a esperança de algum dia ela pudesse achar, e se lembrar de mim sem rancor. Era um reconforto para saber que pelo menos uma parte minha ficara para trás com ela. Uma parte material igual meu coração que eu largava com ela, mesmo sem ela saber.

Juntei os presentes embaixo de um assoalho solto sob sua cama. Ela dificilmente os acharia ali. Ela não sabia da existência desse esconderijo. Arrumei-os ali, colocando a madeira, e me levantando deixando as coisas exatamente como estavam antes de minha limpeza. Seria apenas uma lembrança opaca na mente dela a minha imagem. Quem dera talvez um dia ela pensasse que tivesse sonhado essa parte de sua vida. Então eu não passaria de um sonho, mesmo que eu periodicamente voltasse para vê-la (o que eu não permitiria que acontecesse por maior que fosse a dor), ela não se lembraria de mim.

Um grito de dor subiu pela minha garganta, mas eu o reprimi. Não! Seria mais fácil para ela que fosse desse jeito, mais saudável. Mesmo que isso doesse em mim, era o certo a fazer.

Desci e escrevi num bilhete, tentando imitar com perfeição a caligrafia de Bella, e deixei na porta da geladeira para que Charlie soubesse onde ela estava caso ela não voltasse tão cedo. Voltei a subir para seu quarto, somente para checar e sentir pela ultima vez cheiro, mas impedi que memórias de nossa felicidade invadissem minha mente.

Fui até a janela. Eu poderia estar cometendo o maior erro da minha vida, mas e se eu não testasse? Ela poderia ter tido uma vida diferente se eu não tentasse? Ela poderia ter tido uma vida normal ou isso não fazia a mínima diferença? Eu deveria tentar! Eu daria a ela essa chance. Por ela mesma, pelo nosso amor! Eu daria a chance dela saber como seria sua vida sem mim aqui. Se seria uma vida normal. Uma pessoa não poderia viver num mundo de fantasias, e monstros sem saber como seria sua vida no mundo real, no seu devido lugar.

“Como se eu nunca tivesse existido” Inspirei fundo mais uma vez deixando o cheiro dela me invadir por completo, enquanto descia pela janela e corria para meu carro. Não me importei se estava sujo ou molhado. Eu precisava sair deli. Eu não seria capaz de fugir se me permitisse ficar ali mais um pouco. Eu era um fraco. O carro acelerou bruscamente catando os pneus quando deu uma arrancada pela rua.

O cheiro dela ainda permanecia em minha mente, em meu carro. Era doloroso aquilo. O monstro dentro de meu corpo, em minha mente rosnou para mim, e pela primeira vez não era pela sede do sangue de Bella. Ele rosnou de dor, não por causa de querer que eu matasse Bella pelo seu sangue. Era por outro motivo. Era por nossa separação.

Mas eu devia isso a Bella. “Será como se nunca tivesse Existido!”

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...