quarta-feira, 5 de maio de 2010

DECLARAR AMOR


Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração. A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu. Para elas, expressar amor é para ocasiões especiais. Mas alguns não dizem nunca o que sentem. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi levada às pressas para o hospital. Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem resultado satisfatório. O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestioná-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido. Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo: - O meu marido não precisa de mim. O médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. A resposta do marido foi curta, mas precisa: - Ela tem de ficar boa. Finalmente, como último recurso, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue. O doador foi o próprio marido. Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível. O marido disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.
- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.
- Porque você representa muito para mim. Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.
- Você nunca me disse isso.
- Estou dizendo agora.
Mais tarde, o marido ouviu a opinião do médico sobre a cura da sua esposa. Não foi a transfusão em si mesma, mas as palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida. É importante saber dizer: Amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço... É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos. Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir da obra "Pais e Filhos – Companheiros de Viagem", de autoria de Roberto Shinyashiki, ed. Gente, e do texto "A Convivência Humana", de José Ferraz, extraído da revista Presença Espírita, nº 227, de novembro/dezembro 2001. Leia texto integral.

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